SESC BELENZINHO REALIZA “MOTUMBÁ: MEMÓRIAS E EXISTÊNCIAS NEGRAS”, UM PANORAMA DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL DE MATRIZES AFRICANAS E PERIFÉRICAS

Iniciada em novembro e em cartaz até março de 2017, a mostra segue com uma programação abrangente sobre artes e expressões culturais que valoriza, confere visibilidade, abre espaço ao debate e celebra o protagonismo negro

mixCena do espetáculo Mix Memórias com a Cia Étnica; foto de Aloizio Jordão

 

Motumbá é uma palavra de origem Yorubáque, mais do que uma saudação, significa bênção entre os nagôs. Criar uma mostra artística que valoriza a representatividade da produção proveniente de matrizes africanas legitimadas por trajetórias de vida, posicionamentos sociopolíticos e estéticos são eixos para essa programação que saúda e celebra o protagonismo das expressões culturais negras. Assim pode ser resumida, de forma muito singela, a nova proposta do Sesc Belenzinho, “Motumbá: Memórias e Existências Negras”, que se inicia em novembro, mês que comemora a consciência negra, e seguirá em cartaz até março de 2017. As atividades promovidas irão ocupar diversos espaços abertos e fechados da unidade[Comedoria, Teatro, Praça, Sala de Espetáculos I e II, Convivência, Oficinas] para apresentar ao público atrações de música, dança, teatro, performance, literatura, cinema, artes visuais e rodas de reflexão e debate.

 

“Motumbá: Memórias e Existências Negras”, conforme a equipe de programação e curadoria do Sesc e o co-curador convidado, João Nascimento, “é uma oportunidade para construir e apresentar a diversos públicos um abrangente panorama artístico produzido por brasileiros, bem como artistas estrangeiros convidados.Reunir,em um único espaço, artistas da cena preta como um ato simbólico de afirmação, valorização e fortalecimento das culturas de resistência ao mercado eurocêntrico que privilegia determinadas linguagens, estilos e pensamentos. Esta mostra contempla a magnitude de poéticas, estéticas e temáticas a partir de abordagens representativas produzidas e interpretadas por grupos e artistas negros e/ou periféricos e/ou trabalhos sólidos que possuem profundidade e verticalidade em pesquisas acerca de uma cultura brasileira de matrizes africanas, legitimados por trajetórias de vida e posicionamentos sociopolíticos”.

 

Ainda de acordo com a equipe de curadoras e curadores, “é central a noção de representatividade nessa iniciativa que propõe dar visibilidade para a produção artística negra, abrindo espaço para debates, circulação de pensamentos e construção de olhares contemplativos que questionem preconceitos e noções hegemônicas sobre as artes e manifestações culturais. Com isto, espera-se estimular a ressignificação de termos pejorativos, hábitos eurocêntricos culturais herdados por uma história que folcloriza, estereotipa e não abarca potências das artes de matrizes negras e periféricas”.

Para isso, “Motumbá: Memórias e Existências Negras” pretende recontar mitos, trazer para o foco das discussões memórias e tradições, apresentar novas linguagens e criações, discutir a existência, problematizar e refletir a história e suas narrativas para, então, descortinar o véu que ofusca e esconde as belezas negras da sociedade brasileira. Fiel à premissa de levar adiante os objetivos da programação, os organizadores não poderiam ter escolhido melhor termo para abrir e dar nome à mostra. Salve!

 

Sobre o co-curador

João Nascimento

Diretor presidente do Instituto Nação, coordenador do Ponto de Cultura Afrobase, diretor fundador da Cia de Arte Negra Treme Terra, idealizador curador dos projetos Escola do Samba, Sarau Afrobase, AGÔ Mostra de Arte Negra e Quebrada Cultural. Pesquisador de cultura afro-brasileira e relações étnico-raciais, co-criador da trilogia Zumbi Somos Nós (Documentário, CD e Livro) com o coletivo Frente 3 de Fevereiro. Dirigiu os álbuns musicais Rapsicordélico, Sinfonia de Arames, AFRO2 Laboratório Sonoro de Ritmos AfroBrasileiros e Cultura de Resistência. Músico graduado na Universidade Anhembi Morumbi no curso de Produção Musical.

 

Programação

De acordo com a equipe de curadoria, a programação reflete o objetivo central do projeto como um todo, que é ampliar experiências estéticas, políticas, noções culturais e conceitos gerais a respeito das artes negras, de seus protagonistas, matrizes e diversidades de suas expressões. Em última instância com isto se quer aproximar públicos variados, crianças, jovens, adultos e idosos, além de todos os gêneros e transgêneros deste segmento cultural fundante de nossas identidades brasileiras e, ainda, questionar preconceitos e reducionismos fáceis.

Em relação às performances musicais da chamada “Música Preta”, o eixo curatorial se orienta a partir de dois vértices principais: a ideia de diáspora africana – como elemento difusor das sonoridades, timbres, estilos e modos de criação próprios às culturas daquele continente-mãe – e o protagonismo político negro, com suas vertentes feminista, transe outros ativismos periféricos.  Confira, abaixo, os destaques da programação de novembro.

 

Vox Sambou


Dia:
11 de novembro (sexta-feira)
Hora
: 21h

O haitiano Vox Sambou, originário de Limbé e radicado no Canadá, soma mais de dez anos de carreira internacional.  Como fundador do coletivo montrealense Nomadic Massive, lançou os discos “Nomads Land” (2006) e “Nomadic Massive” (2009). Durante esse tempo, Sambou aproveitou para produzir dois discos solo, “Lakay” (2008) e “Dyaporafriken” (2013).
Artista cujo idioma materno é o crioulo haitiano, ele optou por se expressar nessa língua como veículo para expor temáticas engajadas e promover os direitos de todos.A essência de seu trabalho reside nos ritmos tradicionais do país caribenho, e o repertório é centrado numa música engajada e autêntica. Jean-Daniel Thibault-Desbiens, Diegal Leger, David Ryshpan, Malika Tirolien e Christopher Cargnello acompanham Sambou no palco (espetáculo não recomendado para menores de 12 anos; ingressos a R$ 7,50, R$ 12,50 e R$ 25).

 

Opanijé


Dia:
19 de novembro (sábado)
Hora:
21h30

Em sua apresentação, os integrantes do grupo Opanijé – Lázaro Erê (voz e letras), Rone Dum-Dum (voz e letras),Dj Chiba D (toca-discos) e Zezé Olukemi (percussão)– brindarão o públicocom letras que exaltam a cultura negra e a ancestralidade africana, reunindo samplers, efeitos e batidas eletrônicas ao que há de mais tradicional na cultura afro-baiana, como berimbaus, instrumentos percussivos e cânticos de candomblé. Juntos desde 2005, os músicos, em sua trajetória, já dividiram o palco com o rapper paulistano Thaide(no Carnaval), do projeto Soletrando Atitudes (Escola Estadual João das Botas), com o rapper carioca B. Negão, do Pelourinho na Rota da Rima. Eles também se apresentaram com o consagrado grupo Z’África Brasil, do Blackitude+Zumbi, junto aos rappers haitianos do Vox Sambou e Diegal, do grupo Nomadic Massive, radicado no Canadá, e no Festival Hip Hop Zumbi,que contou com as participações dos norte-americanos Nobody Famous e Dj Bobbyto (espetáculo não recomendado para menores de 18 anos; ingressos a R$ 6, R$ 12 e R$ 20).

 

Dança

Dentro da mostra “Motumbá: Raízes e Existências Negras”, as atividades relacionadas à dança foram idealizadas a partir da busca por grupos que se dedicam à pesquisa e criação, estabelecendo interfaces entre os universos das tradições e aquilo que se convenciona de contemporâneo. Além desse foco, a proposta é contemplar apresentações de grupos que não falem diretamente sobre o tema, mas, antes, que tragam em suas formações e corporeidades a vivência negra e periférica.

 

O Corpo Negro na Dança e “Um Filme de Dança”


Dia:
24 de novembro (quinta-feira)
Hora:
20h

A palestra O Corpo Negro na Dança será seguida de exibição do longa-metragem “Um Filme de Dança”. A atividade, que se concluirá com um debate, tem à frente a coreógrafa, pesquisadora e realizadora audiovisual Carmen Luz, autora do filme (censura livre; grátis).

 

Mix Memória


Dias:
25 a 27 de novembro (sexta, sábado e domingo)
Hora: sexta e sábado, às 21h30; domingo, às 18h30

O espetáculo Mix Memória, com a Cia Étnica, foi concebido como uma tradução, em dança e imagens, do provérbio africano Sankofa: “O que quer que seja que tenha sido perdido, esquecido, renunciado ou privado, pode ser reclamado, reavivado, preservado ou perpetuado”. MixMemória reúne, decompõe e rearticula para o presente alguns objetos, vídeos, células e coreografias criados pela companhia entre 2004 e 2015 (espetáculo livre; ingressos a R$ 6, R$ 10 e R$ 20).

 

“Todo Corpo Importa – Poéticas para Imaginar, Viver e Dançar”


Dias:
25 a 27 de novembro (sexta, sábado e domingo)
Hora: sexta e sábado, das 15h às 19h; domingo, das 13h às 17h

Conduzida pela Cia Étnica, esta oficina foi idealizada a partir dos temas do encontro, da memória e da igualdade. Aatividade, concebida pela coreógrafa Carmen Luz, propõe estimular e preparar o corpo, a imaginação e o pensamento dos participantes para a experimentação e a criação dos processos denominados, AREC – Atos de Resistência, Existência e Convivência (não recomendado para menores de 16 anos; grátis)

Fique ligado para o que está por vir:

A mostra se estenderá em dezembro e durante os primeiros meses de 2017. Em música, estão previstos shows variados, como “Hip Hop das Minas”, sob o comando de Yzalú e parceiras do hip hop, do ativismo periférico e do feminismo negro; o “Baile dos Orixás”, com Guga Stroeter& Orquestra HB; Tião Carvalho e grupo Cupuaçu, entre outros. Em dança, entre os destaques, os espetáculos “ Yebo”, com Gumboot Dance Brasil, e “O Reino do Outro Mundo – Orixás, com a Cia Rubens Barbot, e “Terreiro Urbano, com o grupo Treme Terra.No palco, Monica Santana apresentará a peça “Isto Não É Uma Mulata” ePriscila Rezende protagonizará a performance “Bombril”, que reflete a inferiorização à qual o negro é submetido devido a sua estética. Também estão previstos debates, exibição de filmes e ateliês de artes manuais.

 

SERVIÇO
Motumbá: Memórias e Existências Negras
Local:
Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho, São Paulo (SP)
Mais informações: (11) 2076-9700 ou  www.sescsp.org.br/belenzinho e http://www.sescsp.org.br/programacao/107905_M+O+T+U+M+B+A++MEMORIAS+E+EXISTENCIAS+NEGRAS#/content=programacao
Agendamento de grupos: pelo email agendamento@belenzinho.sescsp.org.br  ou (11) 2076-9704. Atendimento das 10h às 17h.
Estacionamento: Credencial Plena – Primeira hora: R$ 4,50. Adicional por hora: R$ 1,50.
Outros – Primeira hora: R$ 10,00. Adicional por hora: R$ 2,50. Preço promocional para espetáculos – CredencialPlena:  R$ 5,50. Outros: 11,00.

ORQUESTRA SINFÔNICA HELIÓPOLIS E CAMERATA DO INSTITUTO BACCARELLI APRESENTAM-SE NO AUDITÓRIO MASP UNILEVER EM 20 DE NOVEMBRO

Com ingressos a preços populares, o programa da manhã, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, inclui obras de consagrados compositores brasileiros, como Pixinguinha e Chiquinha Gonzaga; à tarde, repertório erudito com peças de Mendelssohn, Locatelli e Händel

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Créditos: Kauê Beltrame

Em continuidade ao calendário de apresentações no Auditório MASP-Unilever, o Instituto Baccarelli levará ao palco, em 20 de novembro, os integrantes da Orquestra Sinfônica Heliópolis (OSH), às 11h, e da Camerata do Instituto Baccarelli, às 16h.  As apresentações ocorrem com ingressos a preços populares.

 

O domingo musical tem início com a OSH – o principal núcleo musical do Instituto – sob a regência do maestro Edilson Ventureli e participações da soprano Erika Muniz, integrante do Coro da Osesp, e do flautista Leandro Oliveira. O programa idealizado para a apresentação presta homenagem ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro), reunindo solistas e obras que remetem ao tema da data comemorativa, e será aberto por peças sacras do padre, compositor, professor de música, maestro e instrumentista brasileiro José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). A primeira composição é “Abertura (em Ré)”, seguida por “Te Christe Solum Novimus”. De José Rodrigues Domingues de Meireles (1760-1800), será interpretada a obra “O Lingua Benedicta – Para Soprano Solo, Cordas e Continuo”.

 

Na segunda parte do programa, a OSH brindará a plateia com obras assinadas por grandes compositores brasileiros. De Antonio Carlos Gomes (1836-1896), será executada “Pensamentos”; de Oscar Lorenzo Fernandez, “Essa Nega Fulô; de Radamés Gnattali (1906-1988), “Suíte Retratos”.  O encerramento trará para a plateia duas obras de grande popularidade: “Corta-Jaca”, de Chiquinha Gonzaga (1847-1935), e “Carinhoso”, de Pixinguinha (1897-1973).

 

À tarde, sobem ao palco do auditório da Avenida Paulista os músicos da Camerata do Instituto Baccarelli, sob a orientação de Pedro Visockas, e participação de Juan Rossi ao violino. O repertório inclui a “Sinfonia de Cordas n0 1 em Dó Maior”, de Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847); o “Concerto Para Violino em Ré Maior, Op. 2 no 12 – O Labirinto Harmônico”, de Pietro Locatelli (1695-1764); e, para fechar a apresentação, o “Concerto Grosso em Lá Menor, Op. 6 nº 4, HWV 322”, de Georg Friedrich Händel (1685-1759).

 

(SERVIÇO)

Auditório MASP Unilever

Endereço: Avenida Paulista, 1578

Dia e horário: 20/11, às 11h e às 16h

Duração: 60 minutos

Ingressos (preços populares): R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Capacidade: 374 pessoas; há acesso para portadores de necessidades especiais
Vendas: bilheteria do MASP ou pela Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br ou 11/4003.1212)

Classificação: livre

 

SOBRE A ORQUESTRA SINFÔNICA HELIÓPOLIS

A Orquestra Sinfônica Heliópolis, um dos programas do Instituto Baccarelli, promove prática orquestral e conhecimento de repertório sinfônico a alunos avançados da instituição. Conta com Isaac Karabtchevsky como seu diretor artístico e regente titular e Zubin Mehta, como patrono. A versatilidade do grupo permite à sinfônica transitar pelo universo da música de concerto e da música popular, mantendo alto padrão de excelência na execução das obras. Assim, já se apresentou sob a regência dos maestros Zubin Mehta, Peter Gülke, Yutaka Sado, acompanhada de Julian Rachlin, Erik Schumann, Domenico Nordio, Paula Almerares, Leonard Elschenbroich, Arnaldo Cohen, Jean-Louis Steuerman, Antonio Meneses, Ricardo Castro e de artistas consagrados como Ivete Sangalo, Milton Nascimento, João Bosco, Luiz Melodia, Lenine, Paula Lima, Toquinho, Fafá de Belém e Ivans Lins, entre outros. O grupo tocou em importantes palcos, como Sala São Paulo, Theatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, Gasteig (Alemanha) e Muziekgebouw (Holanda), além de ter participado de eventos como o Festival Beethoven (Bonn/Alemanha) e Rock In Rio, com Mike Patton.

 

SOBRE A CAMERATA

Um dos mais novos grupos musicais do Instituto Baccarelli, a Camerata iniciou seus estudos e ensaios em 2016. Sob a orientação de Pedro Visockas, atua com a formação de 14 violinos, 4 violas, 4 violoncelos e 2 contrabaixos. Formada por estudantes do Instituto Baccarelli, tanto da Orquestra Sinfônica Heliópolis quanto da Orquestra Juvenil Heliópolis, o grupo trabalha agilmente repertórios que vão do barroco à música contemporânea, focados em peças com partes solistas proeminentes, com intuito de estimular o virtuosismo e as habilidades técnicas individuais, além de preparar os alunos – na prática – para a vida profissional.

 

SOBRE O INSTITUTO BACCARELLI

Em 1996, sensibilizado por um incêndio de grandes proporções em Heliópolis, o maestro Silvio Baccarelli prontificou-se a ensinar música para 36 crianças e jovens da comunidade, como forma de diminuir o sofrimento das famílias atingidas e contribuir para a autoestima e possibilidade de educação desses menores. Como o bairro da zona sul paulistana não dispunha de local apropriado para as atividades, o maestro cedeu o próprio imóvel, o Auditório Baccarelli (localizado na Vila Clementino), para dar início às aulas. Dos participantes desse estágio inicial, dois ex-integrantes do coral que o maestro regeu por várias décadas em São Paulo permaneceram à frente do Instituto: os irmãos Edilson e Edmilson Venturelli. Além da gestão executiva e da imagem institucional, eles foram os responsáveis pelo desenvolvimento das diferentes atividades da entidade, e por ampliar significativamente a dimensão da instituição de ensino. Hoje, 1.300 menores são beneficiados pelos programas socioculturais, que abrangem 5 orquestras, 14 corais, 23 grupos de musicalização, 6 grupos de câmara e 2 cameratas, sob a responsabilidade de 68 profissionais da música. O Instituto Baccarelli conta com Isaac Karabtchevsky como diretor artístico e com o patrono indiano Zubin Mehta, que, após ter visitado a Instituição em 2005, se encantou com o poder da música enquanto ferramenta de transformação social. Para a manutenção de suas atividades, o Instituto Baccarelli conta com os seguintes patrocinadores, distribuídos por categorias. Master: Petrobras; Ouro: BNDES, Vivo e Volkswagen; Prata: Banco Volkswagen e Grupo Segurador BB & Mapfre; Bronze: Bradesco,  Cielo, Instituto Votorantim, Magazine Luiza e Pernambucanas.

 

 

Instituto Baccarelli

Endereço: Estrada das Lágrimas, 2.317 – Heliópolis, São Paulo/SP

Horário: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 20h30; sábados, das 8h às 15h30

Contatos: (11) 3506-4646 ou pelo email comunicacao@institutobaccarelli.org.br

Site: www.institutobaccarelli.org.br

 

Folhetaria do CCSP realiza 2ª Feira de Arte Impressa

Em novembro, acontece a 2ª edição da Amostra Folhetaria no Centro Cultural São Paulo. A 2ª Feira de Arte Impressa, realizada nos dias 26 e 27/11 na área de convivência do porão do CCSP, conta com a participação dos artistas que fizeram parte das atividades de 2015 e 2016 e dos selecionados pelo edital de mediação em arte da Divisão de Ação Cultural e Educativa do CCSP. Serão expostos e colocados à venda uma seleção dos trabalhos produzidos nos ateliês realizados na Folhetaria.

Também faz parte da programação a exibição de um documentário (a ser definido) e a realização de oficinas de artes visuais. A feira ainda convida o artista e poeta Zhô Bertolini, que possui 40 anos de carreira e é tido como um dos precursores dos saraus nos anos 70.

A Folhetaria do CCSP também continua realizando o Ateliê Aberto, que acontece toda sexta-feira com as oficineiras Camila Krantz e Helena Sa Motta, ensinando técnicas de xilogravura, serigrafia, tipografia, offset e monotipia até o dia 25/11. Já o Ateliê Público, que desde o ano passado abre a Folhetaria para quem quiser desenvolver seus projetos artísticos, continua acontecendo até o dia 15/12.

Amostra Folhetaria – 2ª edição

2ª Feira de Arte Impressa do CCSP

A Amostra Folhetaria reúne uma seleção de trabalhos produzidos no ateliê público e no Ateliê Aberto.

artista convidado: Zhô Bertolini

Participam da 2ª Feira de Arte Impressa os artistas das atividades de 2015 e 2016 e os selecionados dos projetos de mediação da Divisão de Ação Cultural e Educativa do CCSP.

organização: Adalgisa Campos, Adriane Bertini, Caio Righi, Camila Krantz,

Claudia Afonso, Helena Sá Motta, Isabella Finholdt, Maria Adelaide Pontes e Rodrigo Taguch

Data: dias 26 e 27/11 – sábado e domingo

Horário: às 15h

Local: Espaço de convívio do Porão

Classificação: Livre

Ingressos: grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

Duração: 120 min

Ateliê Aberto na Folhetaria

Edital Ocupação Folhetaria do Centro Cultural São Paulo 2016

O projeto Ateliê Aberto na Folhetaria se baseia num modelo de espaço livre, em que são abordadas técnicas básicas de utilização, limpeza e manutenção dos equipamentos e noções de desenho gráfico, composição e edição. Durante o semestre serão apresentadas técnicas de serigrafia, xilogravura, tipografia e offset, além de outras mais simples como a monotipia e processos diversos de transferência de imagem. Haverá, ainda, espaço para exposição e discussão dos processos vivenciados e workshops mensais. Trata-se de um curso sem inscrição, com livre fluxo de público e que conta com um cronograma base, flexível e cíclico.

com: Camila Krantz e Helena Sa Motta (oficineiras)

Data: até 25/11 – sextas

Horário: das 13h30 às 17h30 e das 18h às 22h

Local: Folhetaria (30 vagas)

Classificação: Livre

Inscrições: grátis – atividade sem necessidade de inscrição (vagas preenchidas por ordem de chegada)

Duração: 240 min

Folhetaria: ateliê público

A Folhetaria do CCSP está aberta para o público que deseja desenvolver seus projetos artísticos. No espaço é possível desenvolver trabalhos de serigrafia, xilogravura, monotipias.

equipe: Adriane Bertini, Caio Righi, Isabella Finholdt, Rodrigo Taguchi e Solange Azevedo

Data: até 15/12 – terças

Horário: terças, das 14h às 21h; quintas, das 14h às 17h

Local: Folhetaria (é necessário preenchimento de uma breve ficha de interesse)

Classificação: Livre

Inscrições: grátis – atividade sem necessidade de inscrição nem retirada de ingressos

Duração: 180 min

Prefeitura de São Paulo

Secretaria Municipal de Cultura

Centro Cultural São Paulo

Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade

Informações ao público: 3397-4002

Informações à imprensa: Vinícius Máximo (3397-4063/4066)

Possui restaurante, ar-condicionado, banheiros e elevadores adaptados

Não possui estacionamento ou local para fumantes

Para mais informações, pedidos de fotos, agendamento de entrevistas etc., você pode entrar em contato pelo e-mail imprensaccsp@prefeitura.sp.gov.br ou pelos telefones

3397-4063/4066.

ORQUESTRA JUVENIL HELIÓPOLIS E CAMERATA HELIÓPOLIS APRESENTAM-SE NO AUDITÓRIO MASP UNILEVER EM 16 DE OUTUBRO

Os concertos, às 11h e às 16h, respectivamente, têm ingressos a preços populares

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Em continuidade à agenda de concertos com ingressos populares no Auditório MASP Unilever, o Instituto Baccarelli, que há 20 anos desenvolve um trabalho de base que prioriza a utilização da música como ferramenta em favor da educação, levará para o tradicional endereço da Avenida Paulista dois de seus núcleos musicais. Em 16 de outubro (domingo), a Orquestra Juvenil Heliópolis (OJH) subirá ao palco às 11h; na parte da tarde, às 16h, será a vez de a Camerata Heliópolis se apresentar.

 

Em relação ao repertório da OJH, o maestro Edilson Ventureli escolheu dois compositores: o britânico Edward Elgar (1857-1934) e o checo Antonin Dvořák (1841-1904). De Elgar, será executado o “Concerto Para Violoncelo em Mi Menor, Op. 85”, com a violoncelista convidada Julia Wasmund; de Dvořák, a “Sinfonia No 8 em Sol Maior, Op. 88”.

 

Às 16h, sob a batuta do regente e violinista Matthew Thorpe, os integrantes da Camerata Heliópolis brindarão o público com peças de três consagrados compositores. Do brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959), as “Bachianas Brasilieras No 4: Prelúdio”; do alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), o “Concerto Para Dois Violinos em Ré Menor, BWV 1043”, com o próprio regente e também Justo Gutierrez como solistas; para encerrar a tarde, a “Suite Holberg, Op.40”,  do norueguês Edvard Grieg (1843-1907).

 

(SERVIÇO)

Auditório MASP Unilever

Endereço: Avenida Paulista, 1578

Dia e horário: 16/10 (domingo), às 11h e às 16h

Duração: 60 minutos

Ingressos (preços populares): R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Capacidade: 374 pessoas; há acesso para portadores de necessidades especiais
Vendas: bilheteria do MASP ou pela Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br ou 11/4003.1212)

Classificação: livre

 

SOBRE A ORQUESTRA JUVENIL  HELIÓPOLIS

 

Formada por 60 instrumentistas, a Orquestra Juvenil Heliópolis (OJH) alia a jovialidade de seus músicos – com idades que variam de 14 a 25 anos – com a maturidade e o conhecimento adquirido de seus professores e regente titular, Edilson Ventureli. Criada e mantida pelo Instituto Baccarelli, a orquestra está comprometida em promover a democratização do acesso à música de concerto – missão que já levou o grupo a importantes palcos, como Sala São Paulo, Theatro São Pedro, Centro Cultural São Paulo e Auditório MASP Unilever, entre outros. O grupo também representou o Instituto em eventos notáveis, como os programas Criança Esperança (2011) e a III Conferência Global Sobre o Trabalho Infantil, realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Brasília.

 

SOBRE A CAMERATA HELIÓPOLIS

Um dos mais novos grupos musicais do Instituto Baccarelli, a Camerata Heliópolis iniciou seus estudos e ensaios em 2016. Sob a regência de Matthew Thorpe, atua com a formação de 14 violinos, 4 violas, 4 violoncelos e 2 contrabaixos. Formada por estudantes do Instituto Baccarelli, tanto da Orquestra Sinfônica Heliópolis quanto da Orquestra Juvenil Heliópolis, o grupo trabalha agilmente repertórios que vão do barroco à música contemporânea, focados em peças com partes solistas proeminentes, com intuito de estimular o virtuosismo e as habilidades técnicas individuais, além de preparar os alunos – na prática – para a vida profissional.

 

SOBRE O INSTITUTO BACCARELLI

Em 1996, sensibilizado por um incêndio de grandes proporções em Heliópolis, o maestro Silvio Baccarelli prontificou-se a ensinar música para 36 crianças e jovens da comunidade, como forma de diminuir o sofrimento das famílias atingidas e contribuir para a autoestima e possibilidade de educação desses menores. Como o bairro da zona sul paulistana não dispunha de local apropriado para as atividades, o maestro cedeu o próprio imóvel, o Auditório Baccarelli (localizado na Vila Clementino), para dar início às aulas. Dos participantes desse estágio inicial, dois ex-integrantes do coral que o maestro regeu por várias décadas em São Paulo permaneceram à frente do Instituto: os irmãos Edmilson e Edilson Venturelli. Além da gestão executiva e da imagem institucional, eles foram os responsáveis pelo desenvolvimento  das diferentes atividades da entidade – como encontrar o atual regente da Orquestra Sinfônica Heliópolis, Isaac Karabtchevsky – e ampliar significativamente a dimensão da instituição de ensino. Hoje, 1.300 menores são beneficiados pelos programas socioculturais, que abrangem 5 orquestras, 14 corais, 20 grupos de musicalização, 6 grupos de câmara e 2 cameratas. Para a manutenção de suas atividades, o Instituto Baccarelli conta com os seguintes patrocinadores, distribuídos por categorias. Master: Petrobras; Ouro: BNDES, Vivo e Volkswagen; Prata: Banco Volkswagen e Grupo Segurador BB & Mapfre; Bronze: Bradesco,  Cielo, Instituto Votorantim, Magazine Luiza e Pernambucanas.

 

Instituto Baccarelli
Endereço:
 Estrada das Lágrimas, 2.317 – Heliópolis, São Paulo/SP
Horário:
de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 20h30; sábados, das 8h às 15h30

Contatos: (11) 3506-4646 ou pelo email comunicacao@institutobaccarelli.org.br

Site: www.institutobaccarelli.org.br

 

AMOR, POESIA, LIBERTINAGEM E ÉTICA: CONFERÊNCIAS DO CICLO MUTAÇÕES APONTAM AS CRISES E MUDANÇAS DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

As próximas palestras no Sesc Vila Mariana contarão com Newton Bignotto (5/10), Francisco Bosco (6/10), Eugênio Bucci (7/10),  José Miguel Wisnik (13/10) e Marcelo Coelho (14/10)

 

Em outubro, a 30ª edição do Ciclo Mutações se aprofunda na crise do indivíduo contemporâneo. Nesse sentido, as conferências acontecerão no Sesc Vila Mariana, sempre às 10h30. “O conceito de crise não dá conta para explicar a realidade do novo mundo.  A gente sabe que a modernidade viveu a crise pela crise ao longo da história. Foi por meio dela que a modernidade sobreviveu, mas esse termo não explica o que acontece hoje. Na nossa perspectiva, o que ocorre nos dias atuais é uma grande mutação. A mutação é a grande revolução que acontece em todas as áreas da atividade do pensamento, como na política, nas mentalidades, nos costumes, nas artes.”, explica o criador e curador do ciclo, Adauto Novaes.

 

A primeira palestra do mês ocorre em 5/10 (quarta-feira), com Newton Bignotto, doutor em Filosofia pela École dês Hautes Études em Sciences Sociales (Paris), professor de Filosofia Política e História da Filosofia do Renascimento na UFMG. Ele abordará o tema Civilização e Barbárie (Nós, os Bárbaros). “Das guerras infernais aos recônditos da intimidade, tudo parece estar ameaçado pela falta de sentido e pela aceleração. Sem pretender traçar um quadro completo dessa nova paisagem, vamos apresentar alguns traços do que aos poucos parece ser o retrato do homem contemporâneo”, antecipa Bignotto. Seguindo a hipótese de que a mutação no momento atual é vazia de pensamento, por ser impulsionada pela revolução tecnocientífica, em 6/10 (quinta-feira) Francisco Bosco, doutor em Literatura pela UFRJ, abordará o tema O Homem Máquina (O Amor na Era Digital). Na ocasião, o conferencista convidará o público a refletir sobre como os relacionamentos intermediados pelo universo digital fizeram triunfar o imaginário sobre o real, impossibilitando a construção de um relacionamento.

 

No dia seguinte, 7/10 (sexta-feira), o jornalista, doutor em Ciências da Comunicação e professor da USP, Eugênio Bucci, apresentará a conferência Muito Além do Espetáculo (Muito Aquém da Superação). “Entendido por Guy Debord como nada menos do que o modo de produção capitalista em outra potência – ‘é o capital em tal grau de acumulação que se torna imagem’ –, o espetáculo põe em cena o olhar como dispositivo-mestre. Não poderia ser diferente, pois o espetáculo não é meramente o império das imagens”, reflete Bucci sobre o tema.

 

Na semana seguinte, 13/10 (quinta-feira), o escritor, músico e professor de Literatura Brasileira da USP, José Miguel Wisnik, falará sobre o tema Poetas que Pensaram o Mundo (Drummond e a Maquinação do Mundo). Por meio as poesias de Drummond “Grande Máquina” e “A Máquina do Mundo”, Wisnik irá traçar um paralelo entre a máquina de exploração capitalista, à qual o primeiro se refere, e a demanda pela totalização cosmogônica, representada pela poesia moderna. No dia seguinte, 14/10 (sexta-feira), o mestre em Sociologia pela USP, Marcelo Coelho, abordará O Silêncio dos Intelectuais (Entre o Silêncio e a Irrelevância). Coelho questionará em qual medida o “técnico engajado” pode ser chamado de intelectual, uma vez que é interesse do público se direcionar para posicionamentos parciais, com viés político, excluindo o cientista.

 

Nas três décadas do Ciclo Mutações mais de 800 ensaios abordaram temas variados,como as paixões, o olhar, o desejo, a política, a ética, a civilização e a barbárie. Neste ano, o evento conta com 24 conferencistas: Francis Wolff, Marilena Chauí, João Carlos Salles, Maria Rita Kehl, Marcelo Jasmin, Antonio Cicero, Pascal Dibie, Oswaldo Giacoia Junior, David Lapoujade, Guilherme Wisnik, Jean-Michel Besnier, Newton Bignotto, Eugênio Bucci, José Miguel Wisnik, Marcelo Coelho, Jean-Pierre Dupuy, Frédéric Gros, Luís Alberto Oliveira, Pedro Duarte, Renato Lessa, Vladimir Safatle, Olgária Matos e Jorge Coli.

 

O ciclo segue até4 de novembro no Auditório do Sesc Vila Mariana, sempre às quartas, quintas e sextas-feiras, às 10h30.Os ingressos custam de R$ 6 a R$ 20 por palestra, e as inscrições devem ser feitas por meio do Portal Sesc SP (bit.ly/Muta30anos)ou nas Centrais de Atendimento de todas as Unidades do Sesc SP.

 

Confira os temas das próximas conferências programadas para São Paulo:

5/10 – Civilização e Barbárie (Nós, os Bárbaros) / Newton Bignotto     
Olhando para o cenário de destruição que se seguiu às experiências mais radicais e violentas no último século, pode-se dizer que se adentrou na época de uma nova barbárie e não naquela de uma nova civilização. Esse cenário de desolação foi descrito por Paul Valéry em “A Política do Espírito”, da seguinte maneira: “O mundo que dá o nome de progresso à sua tendência a uma precisão fatal busca unir as benesses da vida às vantagens da morte. Certa confusão reina ainda; mas em pouco tempo tudo se esclarecerá e veremos enfim surgir o milagre de uma sociedade animal, um perfeito e definitivo formigueiro”.

6/10 – O Homem Máquina (O Amor na Era Digital) / Francisco Bosco  
Com efeito, o estado passional é ainda um valor forte nos dias de hoje. Mas é duplamente depreciado, assim como o é a experiência do amor como construção de uma “perspectiva da diferença”, como o define Badiou: de um lado por um interesse subjetivo em esvaziar-lhes os riscos constitutivos, submetendo o imponderável de seu acontecimento a uma espécie de encontro arranjado moderno, uma mentalidade “securitária” (ainda Badiou), propiciada por sites de relacionamentos que, por meio da onipresente lógica do algoritmo contemporânea, prometem “o amor sem o acaso”, o match sem arestas; de outro, por uma sobrevalorização extrema do sexo, espécie de materialismo radical (no fundo, um narcisismo viciado e nada radical), facilitado por sua vez pelos aplicativos de pegação (Grindr, Tinder, Blendr, Happn etc.).

7/10 –Muito Além do Espetáculo (Muito Aquém da Superação) / Eugênio Bucci
Entendido por Guy Debord como nada menos do que o modo de produção capitalista em outra potência – “é o capital em tal grau de acumulação que se torna imagem” –, o espetáculo põe em cena o olhar como dispositivo-mestre. Não poderia ser diferente, pois o espetáculo não é meramente o império das imagens. “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediada por imagens”, escreve Debord no ensaio “A Sociedade do Espetáculo”, publicado originalmente na França em maio de 1967. Ou seja, se é que você me entende, sem o olhar, nada feito.

13/10 – Poetas que Pensaram o Mundo (Drummond e a Maquinação do Mundo) / José Miguel Wisnik 

Em 1942, fundou-se a Vale do Rio Doce para exportar minério de ferro extraído de Itabira, terra natal de Drummond. Isso integrou os bastidores históricos de dois de seus poemas cruciais: Grande máquina e A máquina do Mundo.(vagas esgotadas)

14/10 – O Silêncio dos Intelectuais (Entre o Silêncio e a Irrelevância) / Marcelo Coelho
Foi num sentido muito preciso que Jean-Paul Sartre se referiu ao intelectual como “aquele que se mete onde não é chamado”. Em suas conferências no Japão, em 1965, ele apontava a contradição entre o saber particular, técnico e especializado de um estudioso ou cientista, e a ideologia de uma classe – a classe burguesa – que não podia se acomodar a valores como a verdade e o interesse universal. Desse modo, surgia para Sartre a alternativa: ou o especialista se conforma na busca da verdade em seu campo específico de atuação – e, restringindo-se a isso, orgulha-se de não ser um intelectual –, ou nota o particularismo de sua ideologia, deixando o papel de simples “agente do saber prático” para se transformar num intelectual, “que se mete no que é de sua conta (em exterioridade: princípios que guiam sua vida, e interioridade: seu lugar vivido na sociedade) e de que os outros dizem que se mete no que não é de sua conta”.

19/10 – Novas Configurações do Mundo (Mundos Reconfigurados) / Luiz Alberto Oliveira
Verdadeira mutação, a reconfiguração do mundo é tal que impele pesquisadores e pensadores a novos conceitos e posturas para dar conta de indeterminações que partem de todos os lados e todos os níveis, do bacteriano ao atmosférico.(vagas esgotadas)

20/10 – Vida Vício Virtude / Vladimir Safatle
O conceito de vida redimensiona o de virtude. Essa perspectiva já estava presente nas obras de Nietzsche (amor pelo destino) e Deleuze (vitalismo). Trata-se de atualizá-la e explorar as implicações de uma nova visão de vida. (vagas esgotadas)

21/10 – Libertinos Libertários / Pascal Dibie     
A libertinagem não é mais aceita ou é muito mal aceita em pleno século 21. Todos lembram que a Europa do século 17 teve um retorno à ordem no domínio da moral e da religião, retorno que somente uma família de espírito combateu, pondo bem alto a independência do pensamento: os libertinos. A palavra pertence à linguagem da polêmica e à polissemia, e deve-se buscá-la do lado da liberdade. É verdade que há indisciplina, irreligião e mesmo um gostinho de devassidão quando esse adjetivo se fixa, mas há também – e sobre tudo – a ideia de um “ser apaixonado por independência, que odeia a coerção sem nunca se afastar da honestidade”.

26/10 – O Esquecimento da Política (As Novas Docilidades) / Frédéric Gros    
Hoje permanece a suspeita do esquecimento do político. E se a obediência do sujeito às leis não fosse de natureza propriamente política? Três principais modelos de obediência foram propostos, de maneira ou crítica, ou mistificadora, todos eles destacando uma ultrapassagem do político. Em primeiro lugar, a subordinação: o sujeito deve obedecer às decisões de seus dirigentes como a criança obedece aos pais, o ignorante ao perito, isto é, ao reconhecer a autoridade de quem dá ordens, supondo nele ciência e bondade. Em segundo lugar, a submissão: o sujeito obedece às leis porque elas lhe são impostas por uma classe dominante que o oprime e que tem a justiça e o exército a seu dispor. Obedece porque é prisioneiro de uma situação que o torna inferior, vítima de uma relação de forças dissimétrica. Por fim, o sujeito talvez obedeça por conformismo: faz como os outros, obedece como um autômato, um robô, uma máquina formatada.

27/10 – Congresso Internacional do Medo (Quando o Medo é Bom Conselheiro) / Jean-Pierre Dupuy
A razão pode e deve alimentar-se do medo. Na verdade, de um medo específico. Não o que impede de pensar e agir, mas o que – simulado, intelectualizado, imaginado – revela o que há de valor, está sob risco e deve ser conservado.(vagas esgotadas)

28/10 – A Experiência do Pensamento (A Sociedade à Prova da Promessa) / Olgária Matos    
A tão incensada adaptabilidade não é, como se pensa, prudência ou virtude, mas disciplinarização que rompe, sem pesar nem remorso, os laços que unem um homem a um lugar, uma cultura e a outros homens.(vagas esgotadas)

1º /11 – Fontes Passionais da Violência (O Sono da Razão) / Jorge Coli              
Vênus agrega. Marte fecunda. Daí que, junto ao progresso em meio à harmonia, a história progride por meio da violência. Isso de que a Revolução Francesa é exemplo. E hoje? Como conceber a sistematização da violência ilegítima?

3/11– A Outra Margem do Ocidente (Nos Limites do Mundo) / David Lapoujade          
Não há fronteiras e limites para o capitalismo – diz-se. Por que, então, sociedades fundadas no controle total? Em outra escala, por que a instituição de mais de 30 mil quilômetros de novas fronteiras internacionais? Isso sem tratar das novas limitações que cada um encontra diariamente em seu trabalho, em seus direitos sociais, em sua liberdade – liberdade tão mais restrita.

4/11 – O Futuro Não É Mais o Que Era (No Futuro, de Volta à Aldeia?) / Guilherme Wisnik        
Além de redefinir conceitos, as mutações invertem alguns. Daí a cidade do século 21, abundante em tudo, exigir a ressurgência da produção individual voltada não só para a própria subsistência como para a da espécie.(vagas esgotadas)

 

SERVIÇO

Conferências da semana:

Data:28, 29 e 30de setembro (quarta, quinta e sexta-feira)

Horário:10h30 (programação no Portal Sesc SP)
Local:Auditório do SescVila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo (SP)
Capacidade: 128 lugares
Duração: 90 minutos (cada conferência)
Classificação etária:não recomendado para menores de 14 anos
Ingressos(valores por palestra):

R$ 20,00 (inteira)
R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante)
R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesce dependentes/Credencial Plena)**               
Mais informações: de terça a sábado, das 10h às 19h, pelo telefone 5080-3142 ou e-mail mutacoes@vilamariana.sescsp.org.br
* As conferências acontecerão sempre às quartas, quintas e sextas-feiras, às 10h30, no Auditório do Sesc Vila Mariana.


**Deve ser feita uma inscrição por palestra, sendo a inscrição online no Portal Sesc SP ou pessoalmente nas Centrais de Atendimento das Unidades do Sesc SP


Sesc Vila Mariana

Rua Pelotas, 141, São Paulo – SP

Informações: 5080-3000

sescsp.org.br

Facebook, Twitter e Instagram: /sescvilamariana

Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30.

 

Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): Terça a sexta-feira, das 9h às 20h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.

 

Estacionamento: R$ 4,50 a primeira hora + R$ 1,50 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 10 a primeira hora + R$ 2,50 a hora adicional (outros). 200 vagas.

 

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