Educativo do CCSP desenvolve projetos de arte postal, ocupação cidadã e mediação no espaço público

Em outubro, o Centro Cultural São Paulo convida o público a trocar experiências por meio do compartilhamento de vivências e do diálogo com a instituição. As atividades são parte da proposta da Divisão de Ação Cultural e Educativa do CCSP, que desde 2011 desenvolve projetos de ocupação cidadã e mediação no espaço público.

 

O projeto Vem ver o que eu achei no CCSP desafia os visitantes a criarem uma arte postal transmitindo experiências vividas no espaço. Com o término de um passeio guiado, são oferecidos materiais de papelaria para que o convidado transfira para o papel histórias e sensações do Centro Cultural.  O resultado é enviado pelo correio para pessoas que participaram previamente da atividade, e o visitante também recebe, em sua casa, uma carta contendo a experiência de outro frequentador. A atividade ocorre até dezembro, mediante agendamento.

 

A proposta dialoga com uma coleção de arte postal presente no acervo do CCSP. Datada de 1981, a compilação surgiu na XVI Bienal de Arte de São Paulo. Para a arrecadação das obras, foi feito um convite em forma de carta aberta solicitando que artistas do mundo inteiro enviassem seus postais para o endereço da Bienal. Ao fim da exposição, os trabalhos foram doados ao Centro Cultural São Paulo, onde se encontram até hoje. Com cerca de 10 mil peças, trata-se de uma das maiores coleções de arte postal da América Latina.

 

Mediação em Arte e Cidadania Cultural

 

Com o objetivo de mediar a interlocução e a relação do público com as atividades e espaços do CCSP, foi criado o edital Projetos de Mediação em Arte e Cidadania Cultural. Lançada de forma pioneira em instituições culturais, a iniciativa teve início em 2011 e visa a incentivar as práticas de experimentação e a interdisciplinaridade.

 

Na edição de 2016, das 50 propostas inscritas, foram selecionadas três: Grupo de Trabalho sobre Aqui e ao Redor, de Laura Huzak Andreato, Dança Aê, de Lara Anastácia Lopes Machado, e Banca Ambulante, de Maria Pinheiro.

 

Em Banca Ambulante, serão realizadas oficinas sobre agroecologia e bioconstrução. Além disso, uma banca equipada com instrumentos de cozinha e alimentos orgânicos circulará pelo espaço do Centro Cultural, permitindo que os frequentadores cozinhem no local.

 

O projeto Dança aê promete interagir com os jovens que usam a área do CCSP para praticar danças.  A partir de conversas e oficinas, os artistas responsáveis ensinarão técnicas de criação de conteúdos em vídeo e fotografia para a divulgação dos grupos de dançarinos.

 

O cotidiano da cidade é o mote de Grupo de Trabalho sobre Aqui e ao Redor. A proposta visa a estimular o registro do espaço urbano ao somar percursos em regiões próximas do CCSP com encontros em ateliês, onde será possível desenhar, fotografar e escrever. A coleção de registros produzidos dará origem, ao final do processo, a uma obra gráfica autoral.

 

Atividades regulares

 

A programação do mês de outubro conta ainda com atividades regulares promovidas pela equipe do Educativo. Entre elas, a ação Psicodrama Público Centro Cultural, que pretende construir coletivamente histórias dramatizadas a partir da troca de ideias e experiências trazidas pelas pessoas presentes. Já a atividade Dança de salão tem como objetivo aproximar os frequentadores das danças e seus ritmos. Aos que buscam movimento, o CCSP oferece a oficina Mão na roda. Nela é possível aprender a utilizar ferramentas para fazer reparos e manutenção de bicicletas.

 

O Centro Cultural possui também espaços comunitários, como uma horta orgânica mantida em ambiente colaborativo, e a Folhetaria, ateliê no qual o público pode desenvolver trabalhos de serigrafia, xilogravura, entre outras técnicas de arte impressa.

 

 

+ Serviço

 

Vem ver o que eu achei no CCSP

Data: de setembro a dezembro de 2016

Horário: terças e quintas, mediante agendamento

Local: diversos espaços do CCSP

Classificação: livre

Ingressos: grátis – as visitas devem ser agendadas pelo e-mail visitasccsp@prefeitura.sp.gov.br

 

Banca Ambulante

Data: de 25 de setembro de 2016 a 15 de janeiro de 2017

Horário: horários variados

Local: diversos espaços do CCSP

Classificação: livre

Ingressos: grátis – sem necessidade de inscrição ou retirada de ingressos

 

Grupo de Trabalho sobre Aqui e ao Redor

Data: de 28 de setembro 2016 a 14 de janeiro de 2017

Horário: das 14h30 às 17h30

Local: Folhetaria

Classificação: livre

Ingressos: grátis – enviar carta de intenção e breve currículo por e-mail para visitasccsp@prefeitura.sp.gov.br

 

Dança Aê

Data: de 23 de setembro de 2016 a 13 de janeiro de 2017

Horário: horários variam

Local: Sala da DACE e Área de convivência

Classificação: livre

Ingressos: grátis – sem necessidade de inscrição ou retirada de ingressos

 

Prefeitura de São Paulo

Secretaria Municipal de Cultura

Centro Cultural São Paulo

Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade

Informações ao público: 3397-4002

Informações à imprensa: Bianca Kirklewski e Vinícius Máximo (3397-4063/4066)

Possui restaurante, ar-condicionado, banheiros e elevadores adaptados

Não possui estacionamento ou local para fumantes

Projeto educativo ‘Caminhos da Arte’ incentiva a produção fotográfica de jovens de escola pública na Vila Maria

Projeto educativo ‘Caminhos da Arte’ incentiva a produção fotográfica de jovens de escola pública na Vila Maria

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Para aproximar a arte do cotidiano dos jovens da periferia da Vila Maria e mostrar que a experiência sensorial e estética também pode ocorrer fora das galerias conceituais, o projeto Caminhos da Arte, concebido pela Aymberê Produções Artísticas, realiza no Parque Vila Maria, bairro da zona norte de São Paulo, diversas atividades relacionadas ao universo da Fotografia.

Desde o início de agosto, o projeto reúne uma série de atividades sobre Fotografia para os alunos do ensino fundamental da escola EMEF General Paulo Carneiro Thomaz Alves. De curadoria múltipla, formada pelo artista convidado, Daniel Kfouri, pela produtora cultural Patricia Souza Ceschi, a arte-educadora Patricia Marchesoni e os fotógrafos André Spínola e Ricardo Rios, Caminhos da Arte visa promover o empoderamento dos jovens da comunidade para que, com base nos conceitos aprendidos, realizem suas produções artísticas individuais. “A ideia é que esses jovens, a partir do projeto, exerçam um novo olhar sobre si mesmos e o território que vivem, com mais autonomia e criatividade”, explica a diretora de produção da Aymberê Produções Artísticas, Patricia Souza.

A primeira ação do projeto foi a exposição fotográfica Daniel Kfouri – Caminhos da Arte :: Fotografia, uma mostra com 20 imagens presentes nas paredes da escola até o dia 30 de setembro, elaborada exclusivamente para apreciação dos alunos e que tem como tema o esporte e a vida.

A abertura da mostra foi uma surpresa: “A exposição causou um grande impacto, pois era a primeira vez que muitos dos alunos estavam tendo contato com a Fotografia como Arte. Sendo assim, a possibilidade do curso tornou-se um atrativo, principalmente para aqueles que, de alguma forma, assimilaram melhor a proposta artística”, conta o professor de História e Geografia, Felipe Yanez, que leciona na EMEF Paulo Carneiro desde 2012.

Esse contato inicial foi também um convite para o curso de introdução à Fotografia no espaço da Viação Cometa, ministrado pelos professores André Spínola e Ricardo Rios, que contou com 25 inscrições e teve suas aulas iniciadas em 30 de agosto. Com aulas duas vezes por semana, até novembro, ao final do curso os alunos apresentarão uma exposição coletiva, juntamente com as obras do fotógrafo Daniel Kfouri, prevista para entrar em cartaz em janeiro de 2017, em centro cultural público a definir. 

Outra atividade complementar é formação de professores em leitura de imagens e ação educativa, dirigida pela arte-educadora Patricia Marchesoni que, em abordagem teórica, compreenderá história da Fotografia, História da Arte, Estudos de Composição, Ética do Fotógrafo e Reflexões sobre os conteúdos abordados pelas ações de sensibilização do projeto. Ainda como parte destas ações, Patricia irá guiar alunos do nono ano em visitas aos espaços expositivos da Casa da Imagem, em setembro, e ao MIS, em outubro.

De acordo com o professor Yanez, ações como as do projeto Caminhos da Arte podem contribuir para enriquecer culturalmente os alunos, além de desenvolver o trabalho em equipe. “Participar dessa ação desperta em nossos alunos a possibilidade de outros olhares perante o mundo. Propicia também o envolvimento em um tipo de atividade coletiva, pois, da forma que é desenvolvido o curso, apesar de parecer uma arte “individual”, a fotografia é trabalhada de maneira interativa”.

Além disso, ele acredita também que essa é uma oportunidade de ampliar as perspectivas destes jovens em relação à educação e futuro. “Aqueles que possuem o privilégio de participar deste projeto estão brindados com uma excelente ferramenta de aprendizado para o presente e para o futuro”, acrescenta.


SOBRE A AYMBERÊ PRODUÇÕES ARTÍSTICAS

Graduada em Relações Públicas pela USP SP, com pós-graduação em Administração para o Terceiro Setor e Gestão Cultural, Patricia Souza Ceschi trabalha com produção cultural há mais de 15 anos. Em 2010, juntamente com o artista plástico Breno Menezes, fundou a Aymberê Produções Artísticas Ltda, aonde vem se dedicando à produção e criação de trabalhos artísticos nacionais e internacionais em diversas linguagens. Mais informações em http://www.aymbere.com.br/


O projeto Caminhos da Arte:: Fotografia – Edição Daniel Kfouri tem a realização de:

Patrocínio: Viação Cometa
Concepção e Produção: Aymberê Produções Artísticas
Direção de Produção: Patricia Souza Ceschi
Produção executiva: Ivan Medeiros Masocatto
Obras: Daniel Kfouri
Curadoria: André Spínola e Castro, Daniel Kfouri, Patricia Marchesoni Quilici, Patricia Souza Ceschi e Ricardo Rios
Incentivo Fiscal: Proac ICMS
Apoio: Instituto JCA, Cometa Social e Rever
Realização: Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura

PEDRO DUARTE, OSWALDO GIACOIA E RENATO LESSA SÃO OS PALESTRANTES DESTA SEMANA NO CICLO MUTAÇÕES, QUE ACONTECE NO SESC VILA MARIANA

Conferências com José Miguel Wisnik (13/10), Vladimir Safatle (20/10), Olgária Matos (28/10) e Guilherme Wisnik (4/11) têm vagas esgotadas

 

O Ciclo Mutações que, em São Paulo, tem sua edição de 30 anos sediada no Sesc Vila Mariana, recebe Pedro Duarte, Oswaldo Giacoia Júnior e Renato Lessa entre os dias 28 e 30 de setembro. Na quarta-feira (28), o doutor em filosofia pela PUC-RJ Pedro Duarte, aborda o tema “A condição Humana”, e no dia seguinte (29) Oswaldo Giacoia Jr., doutor em filosofia pela Universidade Livre de Berlim e professor da Unicamp, explana o tema “A Crise da Razão”. Ambas as conferências estão com vagas esgotadas, mas interessados podem aguardar em fila de espera para casos de desistências. Na sexta-feira (30), o doutor em Teoria Política pelo Iuperj e professor de Teoria e Filosofia Política na UFF, Renato Lessa, apresenta o tema “A Invenção das Crenças (Uma Antropologia da Crença)”. As conferências ocorrem sempre às 10h30.

 

Nas três décadas do Ciclo Mutações mais de 800 ensaios trouxeram temas como as paixões, o olhar, o desejo, a política, a ética, a civilização e a barbárie. O evento deste ano conta com 24 conferencistas: Francis Wolff, Marilena Chauí, João Carlos Salles, Maria Rita Kehl, Marcelo Jasmin, Antonio Cicero, Pascal Dibie, Oswaldo Giacoia Junior, David Lapoujade, Guilherme Wisnik, Jean-Michel Besnier, Newton Bignotto, Eugênio Bucci, José Miguel Wisnik, Marcelo Coelho, Jean-Pierre Dupuy, Frédéric Gros, Luís Alberto Oliveira, Pedro Duarte, Renato Lessa, Vladimir Safatle, Olgária Matos e Jorge Coli.

 

As demais conferências ocorrerão de 5 de outubro a 4 de novembro no Auditório do Sesc Vila Mariana, sempre às quartas, quintas e sextas-feiras, às 10h30. Os ingressos custam de R$ 6 a R$ 20 por palestra e as inscrições devem ser feitas por meio do Portal Sesc SP (bit.ly/Muta30anos) ou nas Centrais de Atendimento de todas as Unidades do Sesc SP.

 

Confira os temas das próximas conferências programadas para São Paulo:

28/9 – A Condição Humana / Pedro Duarte       
Parte essencial da condição humana está em que somos capazes de alterá-la. Os homens são aqueles para os quais a condição de sua existência jamais é um dado definitivo. Rigorosamente falando, então, nem mesmo há uma parte da condição humana que seja essencial. Ela é toda sempre histórica, aberta. É herdada, sim, mas também criada a partir do que se herda. Nós, contemporâneos, elevamos tal poder de criação ao mais alto cume já conhecido no relevo do tempo, mas agora tememos a eventual queda. Pois, se a condição humana é aberta, ela está sempre em risco. “Viver é perigoso”, como escreveu Guimarães Rosa. (vagas esgotadas)

29/9 – A Crise da Razão / Oswaldo Giacoia Júnior          
O excedente pulsional constitutivo da existência humana só pode ser estabilizado por meio de instituições, o que significa que o homem é o animal produtor de suas condições de existência – que se dão nas dimensões permanentemente cambiantes da história e da cultura.Nesses momentos de crise, como os de hoje, que estão sempre situados no limiar de grandes transformações históricas, a razão obstina-se na busca de conceitos capazes de proporcionar referenciais para a orientação. É necessário, antes de tudo, compreender e situar-se em meio à própria desestabilização – o que provoca o fenômeno que o filósofo Reinhart Kosellek denominou de “batalha semântica para definir, manter ou impor posições políticas e sociais em virtude de definições”. (vagas esgotadas)

30/9 – A Invenção das Crenças (Uma Antropologia da Crença) / Renato Lessa 
Crenças são, além de mapas cognitivos e práticos orientados para a ação, sedes das sensações mais fundas de certeza. É no abrigo da crença – e não no cotejamento com a materialidade das coisas – que as sensações epistêmicas de verdade são usufruídas. “Crer na verdade”, nesse sentido, é uma condição necessária para que o sujeito a vivencie como tal, como caução necessária à convicção. (vagas esgotadas)

5/10 – Civilização e Barbárie (Nós, os Bárbaros) / Newton Bignotto     
Olhando para o cenário de destruição que se seguiu às experiências mais radicais e violentas no último século, pode-se dizer que se adentrou na época de uma nova barbárie e não naquela de uma nova civilização. Esse cenário de desolação foi descrito por Paul Valéry em “A Política do Espírito”, da seguinte maneira: “O mundo que dá o nome de progresso à sua tendência a uma precisão fatal busca unir as benesses da vida às vantagens da morte. Certa confusão reina ainda; mas em pouco tempo tudo se esclarecerá e veremos enfim surgir o milagre de uma sociedade animal, um perfeito e definitivo formigueiro”. (vagas esgotadas)

6/10 – O Homem Máquina (O Amor na Era Digital) / Francisco Bosco  
Com efeito, o estado passional é ainda um valor forte nos dias de hoje. Mas é duplamente depreciado, assim como o é a experiência do amor como construção de uma “perspectiva da diferença”, como o define Badiou: de um lado por um interesse subjetivo em esvaziar-lhes os riscos constitutivos, submetendo o imponderável de seu acontecimento a uma espécie de encontro arranjado moderno, uma mentalidade “securitária” (ainda Badiou), propiciada por sites de relacionamentos que, por meio da onipresente lógica do algoritmo contemporânea, prometem “o amor sem o acaso”, o match sem arestas; de outro, por uma sobrevalorização extrema do sexo, espécie de materialismo radical (no fundo, um narcisismo viciado e nada radical), facilitado por sua vez pelos aplicativos de pegação (Grindr, Tinder, Blendr, Happn etc.).

7/10 –Muito Além do Espetáculo (Muito Aquém da Superação) / Eugênio Bucci
Entendido por Guy Debord como nada menos do que o modo de produção capitalista em outra potência – “é o capital em tal grau de acumulação que se torna imagem” –, o espetáculo põe em cena o olhar como dispositivo-mestre. Não poderia ser diferente, pois o espetáculo não é meramente o império das imagens. “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens”, escreve Debord no ensaio “A Sociedade do Espetáculo”, publicado originalmente na França, em maio de 1967. Ou seja, se é que você me entende, sem o olhar, nada feito. (vagas esgotadas)

13/10 – Poetas que pensaram o mundo (Drummond e a maquinação do mundo) / José Miguel Wisnik 

Em 1942, fundou-se a Vale do Rio Doce para exportar minério de ferro extraído de Itabira, terra natal de Drummond. Isso integrou os bastidores históricos de dois de seus poemas cruciais: Grande máquina e A máquina do mundo. (vagas esgotadas)

14/10 – O Silêncio dos Intelectuais (Entre o Silêncio e a Irrelevância) / Marcelo Coelho
Foi num sentido muito preciso que Jean-Paul Sartre se referiu ao intelectual como “aquele que se mete onde não é chamado”. Em suas conferências no Japão, em 1965, ele apontava a contradição existente entre o saber particular, técnico e especializado de um estudioso ou cientista, e a ideologia de uma classe – a classe burguesa – que não podia se acomodar a valores como a verdade e o interesse universal. Desse modo, surgia para Sartre a alternativa: ou o especialista se conforma na busca da verdade em seu campo específico de atuação – e, restringindo-se a isso, orgulha-se de não ser um intelectual –, ou nota o particularismo de sua ideologia, deixando o papel de simples “agente do saber prático” para se transformar num intelectual, “que se mete no que é de sua conta (em exterioridade: princípios que guiam sua vida, e interioridade: seu lugar vivido na sociedade) e de que os outros dizem que se mete no que não é de sua conta”. (vagas esgotadas)

19/10 – Novas Configurações do Mundo (Mundos Reconfigurados) / Luiz Alberto Oliveira
Verdadeira mutação, a reconfiguração do mundo é tal que impele pesquisadores e pensadores a novos conceitos e posturas para dar conta de indeterminações que partem de todos os lados e todos os níveis, do bacteriano ao atmosférico. (vagas esgotadas)

20/10 – Vida vício virtude / Vladimir Safatle
O conceito de vida redimensiona o de virtude. Essa perspectiva já estava presente nas obras de Nietzsche (amor pelo destino) e Deleuze (vitalismo). Trata-se de atualizá-la e explorar as implicações de uma nova visão de vida. (vagas esgotadas)

21/10 – Libertinos Libertários / Pascal Dibie     
A libertinagem não é mais aceita ou é muito mal aceita em pleno século 21. Todos lembram que a Europa do século 17 teve um retorno à ordem no domínio da moral e da religião, retorno que somente uma família de espírito combateu, pondo bem alto a independência do pensamento: os libertinos. A palavra pertence à linguagem da polêmica e à polissemia, e deve-se buscá-la do lado da liberdade. É verdade que há indisciplina, irreligião e mesmo um gostinho de devassidão quando esse adjetivo se fixa, mas há também – esobretudo – a ideia de um “ser apaixonado por independência, que odeia a coerção sem nunca se afastar da honestidade”.

26/10 – O Esquecimento da Política (As Novas Docilidades) / Frédéric Gros    
Hoje permanece a suspeita do esquecimento do político. E se a obediência do sujeito às leis não fosse de natureza propriamente política? Três principais modelos de obediência foram propostos, de maneira ou crítica, ou mistificadora, todos eles destacando uma ultrapassagem do político. Em primeiro lugar, a subordinação: o sujeito deve obedecer às decisões de seus dirigentes como a criança obedece aos pais, o ignorante ao perito, isto é, ao reconhecer a autoridade de quem dá ordens, supondo nele ciência e bondade. Em segundo lugar, a submissão: o sujeito obedece às leis porque elas lhe são impostas por uma classe dominante que o oprime e que tem a justiça e o exército a seu dispor. Obedece porque é prisioneiro de uma situação que o torna inferior, vítima de uma relação de forças dissimétrica. Por fim, o sujeito talvez obedeça por conformismo: faz como os outros, obedece como um autômato, um robô, uma máquina formatada. (vagas esgotadas)

27/10 – Congresso Internacional do Medo (Quando o Medo é Bom Conselheiro) / Jean-Pierre Dupuy
A razão pode e deve alimentar-se do medo. Na verdade, de um medo específico. Não o que impede de pensar e agir, mas o que – simulado, intelectualizado, imaginado – revela o que há de valor, está sob risco e deve ser conservado. (vagas esgotadas)

28/10 – A experiência do pensamento (A sociedade à prova da promessa) / Olgária Matos    
A tão incensada adaptabilidade não é, como se pensa, prudência ou virtude, mas disciplinarização, que rompe, sem pesar nem remorso, os laços que unem um homem a um lugar, uma cultura e a outros homens. (vagas esgotadas)

1/11 – Fontes Passionais da Violência (O Sono da Razão) / Jorge Coli  
Vênus agrega. Marte fecunda. Daí que, junto ao progresso em meio à harmonia, a história progride por meio da violência. Isso de que a Revolução Francesa é exemplo. E hoje? Como conceber a sistematização da violência ilegítima?
3/11– A Outra Margem do Ocidente (Nos Limites do Mundo) / David Lapoujade          
Não há fronteiras e limites para o capitalismo – diz-se. Por que, então, sociedades fundadas no controle total? Em outra escala, por que a instituição de mais de 30 mil quilômetros de novas fronteiras internacionais? Isso sem tratar das novas limitações que cada um encontra diariamente em seu trabalho, em seus direitos sociais, em sua liberdade – liberdade tão mais restrita. (vagas esgotadas)

4/11 – O futuro não é mais o que era (No futuro, de volta à aldeia?) / Guilherme Wisnik        
Além de redefinir conceitos, as mutações invertem alguns. Daí a cidade do século 21, abundante em tudo, exigir a ressurgência da produção individual voltada não só para a própria subsistência como para a da espécie. (vagas esgotadas)

 

SERVIÇO

Conferências da semana:

Data: 28, 29 e 30 de setembro (quarta, quinta e sexta-feira)

Horário: 10h30 (programação no Portal Sesc SP)
Local: Auditório do Sesc Vila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo (SP)
Capacidade: 128 lugares
Duração: 90 minutos (cada conferência)
Classificação etária: não recomendado para menores de 14 anos
Ingressos(valores por palestra):

R$ 20,00 (inteira)
R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante)
R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesce dependentes/Credencial Plena)**               
Mais informações: de terça a sábado, das 10h às 19h, pelo telefone 5080-3142 ou e-mail mutacoes@vilamariana.sescsp.org.br
* As conferências acontecerão sempre às quartas, quintas e sextas-feiras, às 10h30, no Auditório do Sesc Vila Mariana.


**Deve ser feita uma inscrição por palestra, sendo a inscrição online no Portal Sesc SP ou pessoalmente nas Centrais de Atendimento das Unidades do Sesc SP


Sesc Vila Mariana

Rua Pelotas, 141, São Paulo – SP

Informações: 5080-3000

sescsp.org.br

Facebook, Twitter e Instagram: /sescvilamariana

Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30.

 

Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): Terça a sexta-feira, das 9h às 20h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.

 

Estacionamento: R$ 4,50 a primeira hora + R$ 1,50 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 10 a primeira hora + R$ 2,50 a hora adicional (outros). 200 vagas.

 

BANDA BATANGA & CIA É CONVIDADA PARA O FESTIVAL ILHARRIBA

Ilhabela recebe o grupo cubano em 23 de setembro, durante a
terceira edição do evento dedicado à música latina

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Créditos: Luciana Zacarias

 

 

Localizada no litoral norte de São Paulo, Ilhabela receberá em seu Centro Histórico, entre 23 e 25 de setembro, a terceira edição do Festival Ilharriba. O evento levará para a ilha ritmos latinos de artistas nacionais e estrangeiros. Entre estes, a banda Batanga & Cia, que se apresentará na primeira noite do evento, dia 23 (sexta-feira), às 21h30.

O grupo Batanga & Cia, formado por três cubanos e dois brasileiros, promete brindar a plateia com o melhor da música instrumental cubana, latin jazz e word music, fazendo um paralelo entre  o que melhor caracteriza as sonoridades de Cuba e Brasil. O festival faz parte da programação especial de setembro, que rende homenagem ao aniversário da ilha. Além de Batanga & Cia, são esperados outros artistas consagrados no cenário nacional e internacional, como Ilha La Rumba, Havana Brasil, Jorge Seruto (Cuba), Coconut Versiones e Banda Cañaveral, entre outros.

 

A proposta do conjunto cubano é propor uma performance distinta do conceito de ‘’salsa’’, que é mais conhecida pelo público brasileiro, apresentando o fascinante ritmo batanga, demonstrado pela primeira vez por Bebo Valdez em Cuba, em 1952. A banda também recria em seus shows a atmosfera das jam sessions das casas de jazz da Havana dos anos 40 e 50. A novidade, desde o final de 2015, são as composições autorais executadas por instrumentos afro-cubanos, como os tambores batá.

 

O quinteto, integrado por Claudia Rivera (flauta e piano), Hanser Ferrer (piano e percussão), Pedro Damian Bandera (percussão), Ilker Ezaki (percussão e baixo) e Noa Stroeter (baixo), já se apresentou em diversos festivais, como Viva Cuba Festival I FAM – Festival de Música e Arte (2015), I Expo Hispana POA (2015) e Festival Bourbon Paraty Latino (2014). Além disso, manteve parcerias com algumas cantoras, entre elas Xenia França (Banda Aláfia), Tassia Reis e Victoria Saavedra (da Colômbia), além do cantor José Silva dos Santos, conhecido como Sapopemba.

 

 

SERVIÇO:

Festival Ilharriba! Una FiestaLatina – Show Batanga & Cia
Local:
 Vila/Centro Histórico de Ilhabela

Data: 23 de setembro

Horário: 21h30
Entrada: gratuita

FRANCIS WOLFF ABRE A 30ª EDIÇÃO DO CICLO MUTAÇÕES, QUE TEM ALTA PROCURA PARA SÉRIE DE PALESTRAS NOSESC VILA MARIANA

Conferências com Marilena Chauí (14/9), Maria Rita Kehl (16/9), Franklin Leopoldo (21/9), José Miguel Wisnik (13/10), Vladimir Safatle (20/10), Olgária Matos (28/10) e Guilherme Wisnik (4/11) têm vagas esgotadas

Enquanto a 30ª Edição do Ciclo Mutações tem por missão rememorar e atualizar as temáticas tratadas em realizações passadas, o filósofo francês Francis Wolff ficou incumbido de desenvolver uma reflexão sobre um assunto querelaciona-se, intimamente, com o mesmo: a amizade. O próprio Wolff traz a justificativa para tal abertura: “Para abrir um ciclo consagrado à rememoração e à revisitação dos ciclos organizados por Adauto Novaes, eu gostaria de testemunhar a força de uma amizade de mais de duas décadas que me liga a ele, lembrando como os pensadores da Antiguidade se defrontaram com essa potência singular que nos vincula aos outros, nossos semelhantes: nossos amigos”.A ocasião, que contou com boa presença de público, se configurou como um retrato fiel do interesse público pelas discussões promovidas pelo ciclo. Prova disso é que 12 das 23 palestras agendadas até 4 de novembro estão com vagas esgotadas e com fila de espera.

 

Para as palestras de Marilena Chauí (Os sentidos da paixão – A liberdade: afastar e combater as paixões tristes) e Maria Rita Kehl (O desejo – A depressão e o desejo saciado), nos dias 14 e 16/9, respectivamente, a procura já ultrapassou a capacidade do auditório. Em 15/9 (quinta-feira), o filósofo João Carlos Salles apresenta o “O olhar (O olho e a História)”, trazendo o papel da percepção individual na construção do fato histórico.

 

Na semana seguinte o historiador Marcelo Jasmim falará, no dia 22/9, sobre “Tempo e História”, aprofundando a temática histórica em teor que confronta o pragmatismo do tempo e a complexidade das ciências humanas. Na sequência, dia 23/9, a palestra de Antonio Cicero sobre ‘Artepensamento’ já tem todas as vagas preenchidas antecipadamente.

 

Vale ressaltar que, nos 30 anos do Ciclo Mutações, mais de 800 ensaios trouxeramtemas como as paixões, o olhar, o desejo, a política, a ética, a civilização e a barbárie. O evento deste ano conta com 24 conferencistas: Francis Wolff, Marilena Chauí, João Carlos Salles, Maria Rita Kehl, Marcelo Jasmin, Antonio Cicero, Pascal Dibie, Oswaldo Giacoia Junior, David Lapoujade, Guilherme Wisnik, Jean-Michel Besnier, Newton Bignotto, Eugênio Bucci, José Miguel Wisnik, Marcelo Coelho, Jean-Pierre Dupuy, Frédéric Gros, Luís Alberto Oliveira, Pedro Duarte, Renato Lessa, Vladimir Safatle, Olgária Matos e Jorge Coli.

 

As demais conferências ocorrerão de 14 de setembro a 4 de novembro no Auditório doSesc Vila Mariana, sempre às quartas, quintas e sextas-feiras, às 10h30.Os ingressos custam de R$ 6 a R$ 20 por palestra e devem ser feitos por meio do Portal Sesc SP (bit.ly/Muta30anos) ou nas Centrais de Atendimento de todas as Unidades do Sesc SP.

 

Confira os temas das conferências programadas para São Paulo:

 

22/9 – Tempo e História / Marcelo Jasmin        
Quando se acreditava que o tempo era o da repetição ou o da circularidade, a história teve a função de ensinar por meio de exemplos, guiando os seres humanos no presente de incertezas, dando-lhes alguma segurança pela narrativa das experiências de seus antepassados, vitoriosos ou fracassados. Quando se concebeu o tempo como uma linha infinita pela qual escorria uma mudança que deixava o passado para trás, a história foi alçada ao patamar de ciência da humanidade, ganhou unidade ontológica, direção e significado, sendo, então, responsável por indicar os caminhos para um futuro por vezes redentor.

23/9 – Artepensamento / Antonio Cicero          
De fato, a palavra artepensamento, ao fundir os vocábulos arte e pensamento, propicia inesgotáveis discussões sobre as relações entre o pensamento e a arte, ou entre os diferentes modos de pensamento e as diferentes espécies de arte. Com certeza, toda arte, como toda atividade humana, emprega pensamento. Será, porém, que devemos ir mais longe e afirmar, com alguns pensadores, que a arte é um modo de pensamento, ou que as diferentes espécies de arte constituem diferentes modos de pensamento?(vagas esgotadas)

28/9 – A Condição Humana / Pedro Duarte       
Parte essencial da condição humana está em que somos capazes de alterá-la. Os homens são aqueles para os quais a condição de sua existência jamais é um dado definitivo. Rigorosamente falando, então, nem mesmo há uma parte da condição humana que seja essencial. Ela é toda sempre histórica, aberta. É herdada, sim, mas também criada a partir do que se herda. Nós, contemporâneos, elevamos tal poder de criação ao mais alto cume já conhecido no relevo do tempo, mas agora tememos a eventual queda. Pois, se a condição humana é aberta, ela está sempre em risco. “Viver é perigoso”, como escreveu Guimarães Rosa. (vagas esgotadas)

29/9 – A Crise da Razão / Oswaldo Giacoia Júnior          
O excedente pulsional constitutivo da existência humana só pode ser estabilizado por meio de instituições, o que significa que o homem é o animal produtor de suas condições de existência – que se dão nas dimensões permanentemente cambiantes da história e da cultura.Nesses momentos de crise, como os de hoje, que estão sempre situados no limiar de grandes transformações históricas, a razão obstina-se na busca de conceitos capazes de proporcionar referenciais para a orientação. É necessário, antes de tudo, compreender e situar-se em meio à própria desestabilização – o que provoca o fenômeno que o filósofo Reinhart Kosellek denominou de “batalha semântica para definir, manter ou impor posições políticas e sociais em virtude de definições”. (vagas esgotadas)

30/9 – A Invenção das Crenças (Uma Antropologia da Crença) / Renato Lessa 
Crenças são, além de mapas cognitivos e práticos orientados para a ação, sedes das sensações mais fundas de certeza. É no abrigo da crença – e não no cotejamento com a materialidade das coisas – que as sensações epistêmicas de verdade são usufruídas. “Crer na verdade”, nesse sentido, é uma condição necessária para que o sujeito a vivencie como tal, como caução necessária à convicção.

5/10 – Civilização e Barbárie (Nós, os Bárbaros) / Newton Bignotto     
Olhando para o cenário de destruição que se seguiu às experiências mais radicais e violentas no último século, pode-se dizer que se adentrou na época de uma nova barbárie e não naquela de uma nova civilização. Esse cenário de desolação foi descrito por Paul Valéry em “A Política do Espírito”, da seguinte maneira: “O mundo que dá o nome de progresso à sua tendência a uma precisão fatal busca unir as benesses da vida às vantagens da morte. Certa confusão reina ainda; mas em pouco tempo tudo se esclarecerá e veremos enfim surgir o milagre de uma sociedade animal, um perfeito e definitivo formigueiro”.

6/10 – O Homem Máquina (O Amor na Era Digital) / Francisco Bosco  
Com efeito, o estado passional é ainda um valor forte nos dias de hoje. Mas é duplamente depreciado, assim como o é a experiência do amor como construção de uma “perspectiva da diferença”, como o define Badiou: de um lado por um interesse subjetivo em esvaziar-lhes os riscos constitutivos, submetendo o imponderável de seu acontecimento a uma espécie de encontro arranjado moderno, uma mentalidade “securitária” (ainda Badiou), propiciada por sites de relacionamentos que, por meio da onipresente lógica do algoritmo contemporânea, prometem “o amor sem o acaso”, o match sem arestas; de outro, por uma sobrevalorização extrema do sexo, espécie de materialismo radical (no fundo, um narcisismo viciado e nada radical), facilitado por sua vez pelos aplicativos de pegação (Grindr, Tinder, Blendr, Happn etc.).

7/10 –Muito Além do Espetáculo (Muito Aquém da Superação) / Eugênio Bucci
Entendido por Guy Debord como nada menos do que o modo de produção capitalista em outra potência – “é o capital em tal grau de acumulação que se torna imagem” –, o espetáculo põe em cena o olhar como dispositivo-mestre. Não poderia ser diferente, pois o espetáculo não é meramente o império das imagens. “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens”, escreve Debord no ensaio “A Sociedade do Espetáculo”, publicado originalmente na França, em maio de 1967. Ou seja, se é que você me entende, sem o olhar, nada feito.

13/10 – Poetas que pensaram o mundo (Drummond e a maquinação do mundo) / José Miguel Wisnik 

Em 1942, fundou-se a Vale do Rio Doce para exportar minério de ferro extraído de Itabira, terra natal de Drummond. Isso integrou os bastidores históricos de dois de seus poemas cruciais: Grande máquina e A máquina do mundo. (vagas esgotadas)

14/10 – O Silêncio dos Intelectuais (Entre o Silêncio e a Irrelevância) / Marcelo Coelho
Foi num sentido muito preciso que Jean-Paul Sartre se referiu ao intelectual como “aquele que se mete onde não é chamado”. Em suas conferências no Japão, em 1965, ele apontava a contradição existente entre o saber particular, técnico e especializado de um estudioso ou cientista, e a ideologia de uma classe – a classe burguesa – que não podia se acomodar a valores como a verdade e o interesse universal. Desse modo, surgia para Sartre a alternativa: ou o especialista se conforma na busca da verdade em seu campo específico de atuação – e, restringindo-se a isso, orgulha-se de não ser um intelectual –, ou nota o particularismo de sua ideologia, deixando o papel de simples “agente do saber prático” para se transformar num intelectual, “que se mete no que é de sua conta (em exterioridade: princípios que guiam sua vida, e interioridade: seu lugar vivido na sociedade) e de que os outros dizem que se mete no que não é de sua conta”.

19/10 – Novas Configurações do Mundo (Mundos Reconfigurados) / Luiz Alberto Oliveira
Verdadeira mutação, a reconfiguração do mundo é tal que impele pesquisadores e pensadores a novos conceitos e posturas para dar conta de indeterminações que partem de todos os lados e todos os níveis, do bacteriano ao atmosférico. (vagas esgotadas)

20/10 – Vida vício virtude / Vladimir Safatle
O conceito de vida redimensiona o de virtude. Essa perspectiva já estava presente nas obras de Nietzsche (amor pelo destino) e Deleuze (vitalismo). Trata-se de atualizá-la e explorar as implicações de uma nova visão de vida. (vagas esgotadas)

21/10 – Libertinos Libertários / Pascal Dibie     
A libertinagem não é mais aceita ou é muito mal aceita em pleno século 21. Todos lembram que a Europa do século 17 teve um retorno à ordem no domínio da moral e da religião, retorno que somente uma família de espírito combateu, pondo bem alto a independência do pensamento: os libertinos. A palavra pertence à linguagem da polêmica e à polissemia, e deve-se buscá-la do lado da liberdade. É verdade que há indisciplina, irreligião e mesmo um gostinho de devassidão quando esse adjetivo se fixa, mas há também – esobretudo – a ideia de um “ser apaixonado por independência, que odeia a coerção sem nunca se afastar da honestidade”.

26/10 – O Esquecimento da Política (As Novas Docilidades) / Frédéric Gros    
Hoje permanece a suspeita do esquecimento do político. E se a obediência do sujeito às leis não fosse de natureza propriamente política? Três principais modelos de obediência foram propostos, de maneira ou crítica, ou mistificadora, todos eles destacando uma ultrapassagem do político. Em primeiro lugar, a subordinação: o sujeito deve obedecer às decisões de seus dirigentes como a criança obedece aos pais, o ignorante ao perito, isto é, ao reconhecer a autoridade de quem dá ordens, supondo nele ciência e bondade. Em segundo lugar, a submissão: o sujeito obedece às leis porque elas lhe são impostas por uma classe dominante que o oprime e que tem a justiça e o exército a seu dispor. Obedece porque é prisioneiro de uma situação que o torna inferior, vítima de uma relação de forças dissimétrica. Por fim, o sujeito talvez obedeça por conformismo: faz como os outros, obedece como um autômato, um robô, uma máquina formatada.

27/10 – Congresso Internacional do Medo (Quando o Medo é Bom Conselheiro) / Jean-Pierre Dupuy
A razão pode e deve alimentar-se do medo. Na verdade, de um medo específico. Não o que impede de pensar e agir, mas o que – simulado, intelectualizado, imaginado – revela o que há de valor, está sob risco e deve ser conservado. (vagas esgotadas)

28/10 – A experiência do pensamento (A sociedade à prova da promessa) / Olgária Matos    
A tão incensada adaptabilidade não é, como se pensa, prudência ou virtude, mas disciplinarização, que rompe, sem pesar nem remorso, os laços que unem um homem a um lugar, uma cultura e a outros homens. (vagas esgotadas)

1/11 – Fontes Passionais da Violência (O Sono da Razão) / Jorge Coli  
Vênus agrega. Marte fecunda. Daí que, junto ao progresso em meio à harmonia, a história progride por meio da violência. Isso de que a Revolução Francesa é exemplo. E hoje? Como conceber a sistematização da violência ilegítima?
3/11– A Outra Margem do Ocidente (Nos Limites do Mundo) / David Lapoujade          
Não há fronteiras e limites para o capitalismo – diz-se. Por que, então, sociedades fundadas no controle total? Em outra escala, por que a instituição de mais de 30 mil quilômetros de novas fronteiras internacionais? Isso sem tratar das novas limitações que cada um encontra diariamente em seu trabalho, em seus direitos sociais, em sua liberdade – liberdade tão mais restrita.

4/11 – O futuro não é mais o que era (No futuro, de volta à aldeia?) / Guilherme Wisnik        
Além de redefinir conceitos, as mutações invertem alguns. Daí a cidade do século 21, abundante em tudo, exigir a ressurgência da produção individual voltada não só para a própria subsistência como para a da espécie. (vagas esgotadas)

 

 

SERVIÇO

Conferências da semana:

Data:14, 15e 16de setembro (quarta, quinta e sexta-feira)

Horário:10h30 (programação no Portal Sesc SP)
Local:Auditório do SescVila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo (SP)
Capacidade: 128 lugares
Duração: 90 minutos (cada conferência)
Classificação etária:não recomendado para menores de 14 anos
Ingressos(valores por palestra):

R$ 20,00 (inteira)
R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante)
R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesce dependentes/Credencial Plena)**               
Mais informações: de terça a sábado, das 10h às 19h, pelo telefone 5080-3142 ou e-mail mutacoes@vilamariana.sescsp.org.br
* As conferências acontecerão sempre às quartas, quintas e sextas-feiras, às 10h30, no Auditório do Sesc Vila Mariana.


**Deve ser feita uma inscrição por palestra, sendo a inscrição online no Portal Sesc SP ou pessoalmente nas Centrais de Atendimento das Unidades do Sesc SP


Sesc Vila Mariana

Rua Pelotas, 141, São Paulo – SP

Informações: 5080-3000

sescsp.org.br

Facebook, Twitter e Instagram: /sescvilamariana

Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30.

 

Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): Terça a sexta-feira, das 9h às 20h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.

 

Estacionamento: R$ 4,50 a primeira hora + R$ 1,50 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 10 a primeira hora + R$ 2,50 a hora adicional (outros). 200 vagas.

 

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